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Trevo do Charrua avança, mas viaduto ainda está indefinido

Município tem três alternativas na mesa e espera análise técnica antes de escolher o modelo que pode sair do papel em 2027

O projeto para solucionar de vez o problema de acesso na região do CTG Charrua, em Foz do Iguaçu, avançou, mas ainda está longe de ter um desenho definitivo. Depois das manifestações da população na audiência pública, o município fechou três alternativas para modificar o projeto atual do viaduto e agora aguarda uma análise técnica para escolher qual delas será levada adiante. A informação foi confirmada pelo secretário executivo do Gabinete do Prefeito, Márcio Bortolini, em entrevista nesta segunda-feira (10).

Segundo ele, duas das alternativas envolvem grandes desapropriações. Uma delas é considerada pelo município como o modelo ideal, mas provocaria impacto significativo no entorno.

A terceira proposta é mais complexa do ponto de vista construtivo e prevê a implantação de uma mini-trincheira integrada ao próprio viaduto. De acordo com Bortolini, essa alternativa pode ser a que cause menor impacto na região.

O problema é que, por enquanto, não há uma decisão sobre qual modelo será adotado.

Empresa vai analisar as três propostas

As três alternativas serão encaminhadas para análise da empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto. A expectativa do município é receber, até dia 19 de agosto, um parecer apontando a proposta considerada mais viável.

A escolha não depende apenas da avaliação dos técnicos municipais. Como se trata de uma obra relacionada a uma rodovia federal, o projeto também precisa ser analisado sob as regras e exigências dos órgãos competentes.

É justamente essa etapa que definirá o caminho a seguir.

Projeto executivo ainda não começou

Depois que o modelo for escolhido, começa uma nova fase: o desenvolvimento dos projetos executivos.

Bortolini estima que essa etapa deverá consumir aproximadamente três meses.

Paralelamente, o município afirma estar buscando alternativas para financiar e executar a obra. Uma das possibilidades mencionadas pelo secretário é que a própria EPR possa assumir a execução.

O valor da obra, porém, ainda não está fechado.

Obra pode ficar para o segundo semestre de 2027

A prefeitura trabalha com dois cenários.

No cenário considerado mais otimista por Bortolini, a obra poderia começar no primeiro semestre de 2027. Em uma projeção mais realista, porém, o início ficaria para o segundo semestre do próximo ano.

Ou seja: apesar do avanço anunciado após a audiência pública, ainda será necessário definir o modelo, concluir os projetos executivos, obter as aprovações necessárias e garantir os recursos antes de a obra efetivamente sair do papel.

Sem impacto do período eleitoral, diz secretário

Questionado sobre a possibilidade de o calendário eleitoral interferir na obra, Bortolini afirmou que, neste momento, o projeto não seria afetado porque ainda está em fase de elaboração.

Segundo ele, o município aposta que, uma vez concluídos os projetos e definida a solução, a busca pelos recursos será uma etapa menos difícil do processo.

O ponto central, neste momento, continua sendo outro: qual dos três modelos será escolhido para resolver o acesso ao Parque Presidente e reorganizar o complexo viário do Charrua.

A resposta deverá começar a aparecer na próxima semana, quando a análise das três alternativas for apresentada ao município.

Por enquanto, portanto, o Charrua tem três possíveis viadutos no papel — e nenhum modelo definido para virar obra.

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