Prestes a completar dois meses do desaparecimento do empresário Antônio Rodrigues Júnior, de 46 anos, morador de Céu Azul, que sumiu nas proximidades da Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, enquanto aguardava a esposa retornar de compras em Ciudad del Este, no Paraguai, a família ainda não conseguiu fazer o sepultamento.
Apesar de o corpo já ter sido localizado e resgatado pela Marinha da Argentina, a cerca de 200 km de onde foi visto pela última vez, a família continua vivendo um drama marcado pela espera. O motivo é a demora na conclusão do exame de DNA realizado pelas autoridades argentinas, procedimento indispensável para a liberação oficial do corpo e o seu traslado ao Brasil.
Para os familiares, entretanto, não há qualquer dúvida sobre a identidade de Antônio.
O reconhecimento foi realizado por meio de fotografias encaminhadas pelas autoridades argentinas e confirmado por características pessoais, especialmente pela aliança que o empresário usava no dia do desaparecimento, gravada com o nome de sua esposa.

Mesmo assim, a legislação argentina exige a confirmação científica da identidade por meio de exame genético. Para isso, foi coletado material biológico da mãe de Antônio, que será comparado ao DNA extraído do corpo encontrado no Rio Paraná.
Somente após a emissão desse laudo pelas autoridades argentinas será possível concluir os trâmites legais para a liberação dos restos mortais e o traslado para Céu Azul, onde familiares e amigos aguardam para realizar o velório e o sepultamento.
Antônio desapareceu na manhã de 9 de maio, depois de permanecer no carro enquanto a esposa atravessava a fronteira para fazer compras no Paraguai. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixou o veículo sozinho, por volta das 9h33. Foi a última vez em que foi visto com vida.
Dias depois, seu corpo foi encontrado nas águas do Rio Paraná e resgatado pela Marinha da Argentina, na província de Misiones.
Desde então, a família aguarda apenas a conclusão dos procedimentos periciais para que Antônio possa finalmente retornar à sua cidade natal.
Enquanto o laudo de DNA não é concluído, o corpo permanece sob custódia das autoridades argentinas, prolongando um sofrimento que já se arrasta por quase dois meses e impedindo que familiares e amigos realizem a despedida e iniciem o processo de luto.
As circunstâncias da morte continuam sendo investigadas, e a causa do óbito ainda não foi oficialmente divulgada. Como o desaparecimento ocorreu em Foz do Iguaçu e o registro de Boletim de Ocorrências foi registrado na cidade, a investigação está a cargo da Delegacia da Polícia Civil da cidade.

