Após ser encontrada pela mãe, jovem contou no hospital ter sido vítima de violência sexual; NUCRIA instaurou investigação.
A Polícia Civil, por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA), iniciou a investigação sobre o relato de estupro coletivo feito por uma adolescente de Foz do Iguaçu que havia desaparecido na noite de segunda-feira (27) e foi localizada pela própria mãe, no Paraguai, dois dias depois.
Segundo a mãe da jovem, o reencontro aconteceu na tarde de quarta-feira (29). A adolescente foi encontrada em estado de profundo abalo emocional, chorando intensamente.
Após retornar para casa, a mãe percebeu que a filha continuava extremamente abalada. Conforme relatou ao Portal Trivox, a adolescente apresentava crises constantes de choro, tentava se autoagredir — batendo a cabeça contra a parede e provocando arranhões no próprio corpo — e reclamava de fortes dores na região abdominal.
Como a adolescente já possuía encaminhamento médico para revisão do tratamento psiquiátrico e início de uma medicação mais forte, a mãe decidiu levá-la ao Hospital Municipal na noite de quinta-feira (30).
Durante o atendimento, segundo a família, a adolescente conseguiu relatar à mãe e confirmar aos profissionais de saúde que teria sido vítima de estupro coletivo praticado por quatro homens, no Paraguai.
Ainda conforme o relato prestado pela mãe, a jovem contou que conheceu um homem identificado apenas como Márcio por meio do Instagram. Ele teria prometido uma oportunidade de trabalho em Ciudad del Este e a convencido a atravessar a fronteira. O deslocamento até a cidade vizinha teria sido com um carro de aplicativo com placas paraguaias. A família afirma que, após ser abandonada por esse homem, a adolescente teria sofrido a violência sexual. A menina contou que o homem com quem atravessou a fronteira a abandonou em um local escuro e o abuso teria acontecido após ela pedir ajuda.
Diante da suspeita de violência contra uma adolescente, o Hospital Municipal realizou a notificação compulsória, procedimento obrigatório previsto para esse tipo de situação.
Após a comunicação, equipes do NUCRIA estiveram na unidade hospitalar, conversaram com a mãe da adolescente e deram início às primeiras diligências para apurar os fatos.
A investigação deverá reunir o depoimento da vítima, exames periciais e outras provas para esclarecer as circunstâncias do caso, identificar o homem apontado pela adolescente e apurar a autoria da violência relatada.



