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Receita amplia horário de exportações na Ponte da Amizade

Mudanças definidas com o Sindifoz estendem operações até 22h30 e devem melhorar o fluxo de caminhões, turistas e compristas na fronteira.

As operações de exportação na aduana brasileira da Ponte Internacional da Amizade passarão a funcionar em horário ampliado. A medida foi definida durante reunião por videoconferência entre o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Marcelo Mossi, e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (Sindifoz). As mudanças ocorrem a partir desta quinta-feira, dia 06.

As informações foram repassadas pelo presidente do Sindifoz, Celso Gallegario, que informou que a alteração atende a um pedido apresentado pelo setor de transporte para melhorar a logística das operações na fronteira.

Com a mudança, as exportações do Brasil para o Paraguai, que anteriormente eram realizadas até as 19h, passarão a ocorrer até as 22h30. Já o fluxo de importações do Paraguai para o Brasil será concentrado no período noturno, estratégia que busca reduzir a interferência entre o trânsito de caminhões e o intenso movimento de veículos de passeio, turistas e compristas que utilizam diariamente a Ponte da Amizade.

Segundo Celso Gallegario, a expectativa é que a medida proporcione maior fluidez ao tráfego na região de fronteira.

“Vamos ganhar um melhor fluxo na ponte, tanto para o nosso setor quanto para o turismo”, afirmou o presidente do Sindifoz.

Procedimento de lacração será monitorado

Outro tema tratado durante a reunião foi o procedimento de lacração das cargas realizado pela Receita Federal no lado brasileiro da fronteira.

De acordo com Gallegario, o delegado Marcelo Mossi informou que, neste primeiro momento, não será possível alterar ou suspender o procedimento. No entanto, caso sejam apresentados elementos que demonstrem atrasos significativos provocados pela operação, a Receita Federal poderá reavaliar a medida.

Para isso, o Sindifoz orientou seus associados a registrarem detalhadamente todas as ocorrências envolvendo demora na realização do lacre. Entre as informações solicitadas estão o horário de apresentação do processo, o momento da liberação para o lacre, o horário em que o procedimento foi efetivamente realizado, o tempo total de espera e outras observações que possam comprovar eventuais prejuízos ao fluxo das operações.

Os relatos serão encaminhados à assessoria jurídica do sindicato, que ficará responsável por consolidar as informações e remetê-las diretamente ao delegado da Receita Federal. A intenção é reunir dados técnicos que possam embasar uma futura revisão do procedimento, buscando tornar as operações de comércio exterior mais ágeis e eficientes na fronteira.

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