Mesmo com recursos do PAC garantidos, construtora não avança nas obras; cronograma indica que 75% deveriam estar concluídas.
Mais de um ano após a assinatura do contrato, a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Conjunto Bubas, em Foz do Iguaçu, segue muito abaixo do cronograma previsto. A obra, financiada com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deveria estar com aproximadamente 75% de execução, mas atingiu apenas cerca de 13%.
Os recursos foram repassados pelo Governo Federal, enquanto a execução da obra é de responsabilidade do Município, que realizou a licitação, contratou a empresa J. Araújo, fiscaliza a execução do contrato e efetua os pagamentos de acordo com as medições dos serviços realizados. Até agora R$ 574.436,11 dos R$ 4.171.061,29. A empresa venceu a licitação dando um desconto superior a 20% no preço de edital de licitação.
O secretário municipal de Obras Alecsandro Broio informou que a construtora recebeu oito notificações da Prefeitura desde setembro de 2025, em razão do descumprimento do cronograma. Apesar das cobranças, o atraso permanece.
Ele explicou ainda que a empresa alega dificuldades na contratação de mão de obra, o que, inclusive, teria atrasado bastante o início das atividades no canteiro de obras.
A justificativa, porém, não impediu que o Município continuasse emitindo notificações ao longo dos meses. Mesmo com a fiscalização formal e os pagamentos referentes às medições dos serviços efetivamente executados, a obra continua distante da evolução prevista no contrato.
A situação levanta um questionamento sobre a condução do contrato. Se as notificações não produziram resultado prático, quais outras medidas administrativas foram adotadas pela Prefeitura para assegurar o cumprimento do cronograma ou responsabilizar a empresa pelo atraso?
Broio afirmou que está discutindo com o prefeito sobre medidas mais drásticas que podem ser adotadas. Também está levantando se houve um deságio importante na oferta vencedora da licitação, que pode indicar um desequilíbrio financeiro que inviabiliza a obra.
O presidente da Associação de Moradores do Bubas, Ronaldo Soares, disse que tem conhecimento de que a obra está bastante atrasada e que todos os funcionários receberam aviso prévio no último dia 2 de julho. “Todos sabem que a obra vai parar, mas a prefeitura ainda não nos informou sobre o que será feito”, lamentou.



