Prêmio Professor Paulo Freire chega à 18ª edição com R$ 96 mil em premiação

Tradicional reconhecimento da educação municipal abre inscrições até 31 de julho para projetos inovadores desenvolvidos na rede de ensino.

A Prefeitura de Foz do Iguaçu regulamentou a 18ª edição do Prêmio Professor Paulo Freire, uma das mais tradicionais iniciativas de valorização da educação pública no município. Criado em 2009, o prêmio reconhece professores, gestores e demais profissionais da rede municipal que desenvolvem projetos inovadores capazes de melhorar a aprendizagem e transformar a realidade das escolas.

Mais do que uma competição, o prêmio se consolidou ao longo de quase duas décadas como um espaço para compartilhar boas práticas pedagógicas, incentivar a criatividade dos educadores e fortalecer uma educação pública cada vez mais participativa e conectada com os desafios atuais.

Projetos inéditos e foco na realidade das escolas

Nesta 18ª edição, poderão participar professores, professores de Educação Física, professores da Educação Infantil, gestores escolares e secretários escolares efetivos da rede municipal de ensino. Os projetos devem ser inéditos, abordar problemas reais vivenciados nas escolas e apresentar resultados concretos para a melhoria da qualidade do ensino.

As inscrições estarão abertas entre 10 e 31 de julho, por meio do portal do Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal (NTM).

Os participantes poderão concorrer em quatro categorias:

  • Gestão Escolar;
  • Igualdade Étnico-Racial;
  • Categoria Livre;
  • Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Além da inscrição, os candidatos deverão participar de formação específica promovida pela Secretaria Municipal da Educação, elaborar o projeto, desenvolver as atividades na escola, apresentar um relato de experiência e defender o trabalho perante uma comissão avaliadora.

Avaliação vai além da criatividade

Os projetos serão analisados considerando critérios como relevância do tema, alinhamento ao currículo municipal, fundamentação na pedagogia de Paulo Freire, inovação, uso de tecnologia, mobilização da comunidade escolar, evidências dos resultados alcançados e impacto transformador na aprendizagem.

Outro diferencial é que os trabalhos também deverão demonstrar conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), aproximando as ações desenvolvidas nas escolas dos desafios globais da educação e da sustentabilidade.

R$ 96 mil em premiações

Ao todo, serão distribuídos 16 prêmios de R$ 6 mil, totalizando R$ 96 mil em reconhecimento aos melhores projetos da rede municipal. Os trabalhos vencedores poderão ainda servir de referência para outras escolas e ser publicados pela Secretaria Municipal da Educação.

O resultado da 18ª edição está previsto para ser divulgado até 17 de dezembro, encerrando mais um ciclo de uma premiação que, há dezoito edições, busca reconhecer quem transforma a educação todos os dias: os profissionais que fazem da sala de aula um espaço de inovação, inclusão e construção do conhecimento.

Quem foi Paulo Freire?

O prêmio leva o nome de Paulo Freire (1921-1997), considerado um dos maiores educadores da história do Brasil e uma das referências mundiais em pedagogia.

Autor da obra “Pedagogia do Oprimido”, traduzida para dezenas de idiomas, Freire defendia uma educação baseada no diálogo, na participação dos estudantes e na construção coletiva do conhecimento. Para ele, ensinar não significava apenas transmitir conteúdos, mas formar cidadãos críticos, capazes de compreender a realidade e transformá-la.

Seu pensamento influenciou políticas públicas de educação em diversos países e continua sendo estudado em universidades de todo o mundo.

Não por acaso, os princípios defendidos por Paulo Freire também orientam parte dos critérios de avaliação do prêmio. Entre eles estão o diálogo, a consciência crítica, a autonomia, a criatividade e o protagonismo dos estudantes na construção do conhecimento.

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