Município diz que o acompanhamento na rede básica depende da documentação prevista em decreto municipal.
A Prefeitura de Foz do Iguaçu encaminhou ao Portal TRIVOX sua manifestação sobre o caso do idoso de 75 anos, diabético e com dificuldade de locomoção, cuja família relatou não ter conseguido atendimento na Unidade Básica de Saúde da Vila Yolanda por falta de documentação brasileira.
Segundo a administração municipal, o paciente foi regularmente atendido na UPA Morumbi, onde passou por avaliação médica e recebeu encaminhamento para acompanhamento ambulatorial por se tratar de um caso crônico, e não de urgência ou emergência, porém o próprio médico da UPA que indicou que o paciente possui diversas comorbidades, com indicadores sanguíneos apontando para infecção, problemas renais, anemia e diabetes.
De acordo com a Prefeitura, o prosseguimento do atendimento na Atenção Primária depende da realização de cadastro do paciente. Conforme informado pelo Município, esse procedimento exige CPF, comprovante de endereço no Brasil e Cartão SUS, requisitos previstos em decreto municipal.
Ainda segundo a administração, as Unidades Básicas de Saúde são responsáveis pelo acompanhamento ambulatorial, prevenção e promoção da saúde, diferentemente das UPAs, que atendem casos de urgência e emergência.
A Prefeitura informou também que a equipe da rede municipal deverá realizar busca ativa para localizar o paciente e viabilizar seu atendimento após a apresentação da documentação necessária.
Na reportagem publicada anteriormente, a filha do paciente informou que a família já deu entrada no processo de regularização migratória, mas que a emissão dos documentos brasileiros pode levar cerca de 90 dias.



