Mobilização reuniu cerca de 150 pessoas e destacou a importância da prevenção e da rede de proteção às mulheres vítimas de violência.
Cerca de 150 pessoas participaram, nesta quarta-feira (23), de um ato em Foz do Iguaçu para marcar o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A mobilização reuniu representantes de instituições públicas, entidades e moradores em um momento de conscientização sobre a violência contra a mulher e a importância da denúncia.
A atividade foi realizada no auditório da Fundação Cultural e substituiu a 4ª edição da Caminhada do Meio-Dia, cancelada em razão das condições climáticas.
Durante o evento, profissionais que atuam no atendimento às vítimas reforçaram que o feminicídio é o estágio mais extremo de um ciclo de violência que, na maioria dos casos, começa com agressões psicológicas, morais, patrimoniais ou físicas.
A psicóloga do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (CRAM), Rafaela Zego de Mello, destacou que a conscientização é uma das principais ferramentas para prevenir novos casos.
“O feminicídio não acontece do dia para a noite. Geralmente existe uma escalada de violência. Por isso, é fundamental divulgar os serviços disponíveis e incentivar as mulheres a buscarem ajuda antes que a situação se agrave”, afirmou.
A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Maristela Bail, lembrou que Foz do Iguaçu conta com uma rede integrada de proteção às vítimas, formada pelo CRAM, Delegacia da Mulher, Juizado de Violência Doméstica, Guarda Municipal, Polícia Militar e Patrulha Maria da Penha.
Segundo ela, mulheres em situação de violência devem procurar atendimento o quanto antes, seja para registrar a ocorrência, solicitar medidas protetivas ou receber orientação especializada.
A data também homenageia a advogada Tatiane Spitzner, assassinada em 2018 em um caso que se tornou símbolo da luta contra o feminicídio no Paraná.
Entre os canais de denúncia estão o telefone 180, além do 153, da Guarda Municipal, e do 190, da Polícia Militar.



