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Operação Ágata reforça segurança na Tríplice Fronteira com foco em Foz

Forças Armadas, PF, PRF e Receita Federal intensificam fiscalização para combater tráfico, contrabando e crimes ambientais.

Foz do Iguaçu, um dos principais corredores de entrada e saída de mercadorias e pessoas do país, está entre as regiões estratégicas da Operação Ágata Arco Sul-Sudeste 2026, deflagrada pelo Ministério da Defesa para reforçar a segurança na faixa de fronteira do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A ação é coordenada pelo Comando Conjunto Tamandataí e reúne militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira (FAB), em uma operação integrada com a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), polícias militares, Receita Federal, Ibama, ICMBio e outros órgãos de fiscalização.

Na região de Foz do Iguaçu, considerada uma das áreas mais sensíveis do país por fazer divisa com o Paraguai e a Argentina, as equipes intensificam patrulhamentos em rodovias, rios e pontos estratégicos da fronteira. A expectativa é ampliar a fiscalização sobre rotas utilizadas para o tráfico de drogas, armas, contrabando, descaminho e outros crimes transnacionais.

A Tríplice Fronteira concentra diariamente um intenso fluxo de veículos, cargas e turistas, tornando a integração entre as forças de segurança fundamental para coibir atividades ilícitas e reforçar a presença do Estado em uma região considerada estratégica para a soberania nacional.

Integração entre forças

A operação envolve patrulhamento terrestre nas principais rodovias de acesso à faixa de fronteira, instalação de bloqueios e postos de fiscalização, além da vigilância de rios utilizados como rotas alternativas para o transporte ilegal de mercadorias e entorpecentes.

Segundo o Ministério da Defesa, o objetivo é fortalecer as ações de prevenção, controle, fiscalização e repressão aos crimes transfronteiriços e ambientais, por meio da atuação conjunta entre as Forças Armadas e órgãos civis.

Operação permanente desde 2011

A Operação Ágata faz parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) e é coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). Desde 2011, as ações são realizadas periodicamente em diferentes regiões do país para reforçar a vigilância nas fronteiras brasileiras e combater organizações criminosas.

Homenagem histórica

O nome Comando Conjunto Tamandataí homenageia o Vapor Tamandathay, embarcação da Marinha Imperial que operou entre 1858 e 1883 nos rios Tietê e Paraná, desempenhando papel importante na proteção das fronteiras brasileiras durante a Guerra do Paraguai e no transporte de tropas e suprimentos pelo interior do país.

A denominação simboliza a continuidade da missão das Forças Armadas na defesa das fronteiras nacionais e na proteção de áreas estratégicas, como a região da Tríplice Fronteira.

Com a nova edição da Operação Ágata, Foz do Iguaçu volta a receber um reforço no aparato de segurança, ampliando a atuação integrada dos órgãos federais e estaduais em uma das fronteiras mais movimentadas e estratégicas do Brasil.

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